Quadrinhos

Lemos | A Realeza – Mestres da Guerra

E se a Segunda Guerra mundial realmente tivesse super soldados? Será que mudaríamos a História? Confira esse lançamento bacana da Panini com a gente

Os leitores mais velhos de quadrinhos como eu encontram-se em uma situação desagradável em certas épocas. Lançamentos não faltam nas bancas e livrarias, mas de qualidade, aqueles que valem a pena guardar na estante e mostrar para um amigo que também gosta são raros. Felizmente por vezes nos deparamos com uma boa surpresa, é o caso de A Realeza – Mestres da Guerra que chegou as bancas e livrarias pela Panini recentemente. O plot da história não é totalmente inédito. Pessoa com superpoderes no mundo “real” e o que esses poderes podem causar. Temos diversas histórias nos quadrinhos e até no cinema e seriados com essa ideia. Porém, bem executadas são poucas. O melhor exemplo é Watchmen, clássico absoluto das hqs que toca nesse ponto com maestria. Se você é leitor novo de quadrinhos e não leu ainda, pode parar de ler esse artigo e correr para livraria e garantir o seu. Obrigatório para qualquer um que quer ler quadrinhos de qualidade, únicos! Além disso, estamos próximos de unir essa história ao Universo da DC atual na iniciativa Rebirth na história Doomsday Clock. Não sabe o que é Rebirth? Clica aqui que a gente conta. Em Watchmen tínhamos um paralelo com esse lançamento da Panini. Durante a Guerra do Vietnã, o Dr. Manhattan faz as vezes de uma bomba atômica e muda o rumo da guerra, favorecendo os EUA. Claro, que a história não é só isso e insisto para que você a leia assim que puder.

Voltando em A Realeza (The Royals, no original), a história se passa durante a Segunda Guerra. A Alemanha bombardeando todo mundo, querendo vencer a qualquer custo e do outro lado nós temos A Realeza da história. A grande monarquia britânica fazendo oposição junto com os EUA e outros países. É nesse ponto que o autor Rob Williams (britânico, mais conhecido pelos seus trabalhos na revista 2000 A.D., entre outros) pega o gancho e pergunta: E se o poder das grandes monarquias não fosse apenas um status quo e sim um poder real, no caso um superpoder? E aí começamos a história com o Príncipe Henry, protagonista da história e seus irmãos Arthur, que não está nem aí para guerra e Rose, a princípio, a mais inocente dos três. Todos eles com superpoderes e que vivem em segredo e não os utilizam para reverter os rumos da guerra que acontece ao seu redor. Isso tudo porque o seu pai, o Rei Albert, os impede por uma tragédia do passado. Entram as figuras de Winston Churchill, primeiro ministro inglês e do presidente americano da época, Roosevelt que aos poucos vão despertando questionamentos em Henry que o fazem mudar de ideia e entrar na batalha. Claro que a história não teria graça sem a presença de outros seres superpoderosos representando os poderes de outros países como um Imperador do Japão e seus filhos, que também tem papel importante na história, entre outros.

Dizer mais do que isso seria spoiler e estragaria a diversão do leitor. A história tem bastante ação, algumas reviravoltas e um roteiro bastante dinâmico que não nos deixa largar a edição até acabar. A Panini compila nesse encadernado a minissérie completa e as capas originais. Outro destaque da história é a arte de Simon Coleby. Cada quadro parece uma pintura. A edição com papel LWC foi uma ótima escolha pois valoriza a mesma, assim como a colorização que também é linda. Ao mesmo tempo que é moderna, remete a uma coisa antiga, bem na época que se passa a história. E é isso. Quem vive reclamando como eu da falta de histórias diferentes, ou aqueles que querem sair um pouco do arroz com feijão do dia a dia, A Realeza é prato cheio e vale cada minuto. Recomendado aos fãs de histórias de super heróis ou aqueles que gostam de História ou de filmes de guerra, como o recente Dunkirk. Agradecemos a Panini que gentilmente nos mandou essa edição para apreciação.

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